Em 1959, Brasil fora campeão de basquetebol. Isso nós sabemos. Eu consegui contactar a todos os jogadores da época que ainda estão vivos.
As entrevistas foram feitas antes de dezembro do ano passado, e eu consegui as respostas do grande e saudoso Rosa Branca. Então vou começar a postar a entrevista com ele.
ps.: as perguntas são as mesmas para todos os ex-jogadores, mas suas respostas são variadas, algumas parecidas, mas cada uma com o seu jeito e olhar.
Como foi que o senhor reagiu quando ficou sabendo que iria jogar o mundial?Foi uma emoção muito grande você vestir a camiseta do Brasil é uma glória.
Descreva a equipe que jogou o mundial 1959.Rússia, Japão, China, Bulgária , EUA, México, Porto Rico, Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru, Itália, Canadá,Chile, Paraguai, Equador, Panamá e Polônia.
Qual era o pensamento antes, durante e depois dos jogos?O pensamento sempre foi um único: ganhar.
Como era o clima no vestiário?Muito tranqüilo.
Qual a emoção que o senhor sente, pois em janeiro agora, estará completando MEIO SÉCULO DE GLÓRIA?Ainda bem que alguém esta lembrando desta historia maravilhosa que o Brasil possui.
Quais as melhores lembranças que o senhor passou com este time?A maior lembrança é que o grupo sempre foi unido para buscar seus objetivos.
Como é lembrar que já completou 50 anos do título, mas não ter alguns dos companheiros presentes?Neste dia que comemoramos 50 anos, vamos sentir falta daqueles que ajudaram a ganhar o mundial.
Como era o técnico Kanela? Muito rigoroso nos treinos?Kanela era muito rigoroso, nos treinamentos e na disciplina do grupo.
Qual a maior maluquice que o senhor cometeu na seleção quando o técnico era o mestre Kanela?Jamais cometi maluquice.
Conte algo, que não foi divulgado, algo que ocorreu naquela época em que só o senhor viu, ou que o senhor guardou nas lembranças por todos esses anos.Não tenho nada a contar, só guardo coisas boas do nosso grupo.
No ano de 2009, faz 50 anos de uma das maiores conquistas do basquete brasileiro. Em 1959 no Chile, o Brasil com uma vitória sobre os Estados Unidos consagrava-se Campeão Mundial de Basquete. Depois desse ano, foram mais 12 campeonatos mundiais, alguns que renderam muitas alegrias, outros, completas decepções.
1963 – Brasil - Bicampeão.
O segundo mundial no Brasil seria a glória da geração de Amauri, Wlamir e Cia.
Vencendo todos os jogos da competição e o último com uma vitória de 85 x 81 sobre os Estados Unidos, a equipe brasileira sagrou-se Bi-Campeão mundial de basquete.
Seleção Brasileira: Amaury Pasos (106pts), Antônio Sucar (30), Benedito "Paulista" (6), Carlos "Mosquito" (12), "Rosa Branca" (65), "Fritz" (0), Jatyr Schall (7), Luís Menon (2), Ubiratan (46), Mirshauswka (90), Waldemar Blatskauskas (13) e Wlamir Marques (108). Técnico: "Kanela". Amauri acabou também sendo eleito o melhor jogador da competição.
Campanha do Brasil:
Brasil 62 x 55 Porto Rico
Brasil 81 x 62 Itália
Brasil 90 x 71 Iugoslávia
Brasil 77 x 63 França
Brasil 90 x 79 União Soviética
Brasil 85 x 81 Estados Unidos
1967 – Uruguai – 3º colocado.(URSS campeã)
Mundial que marcou a despedida de um dos maiores nomes do basquete brasileiro: Amauri Pasos, foram quatro campeonatos, 2 ouros, 1 prata e 1 bronze. Este bronze conquistado na sua última participação. Desfalcado de Wlamir Marques, o Brasil foi derrotado pela União Soviética e Iugoslávia, indo assim para o último jogo contra os Estados Unidos precisando da vitória para não ficar fora do pódio. Brasil 80 x 71 EUA, medalha de bronze para o Brasil.
Seleção Brasileira: Amaury Pasos (91pts), Antônio Sucar (23), "Mosquito" (71), Cézar o Sebba (20), Emil Rached (9), Hélio Rubens (21), Jatyr Eduardo Schall (81), José Simões (62), Luís Claudio Menon (171), "Sérgio Macarrão" (22) e Ubiratan (149). Técnico: "Kanela". Luís Carlos Menon foi o grande destaque da equipe na competição.
Campanha do Brasil:
Brasil 85 x 41 Paraguai
Brasil 83 x 67 Polônia
Brasil 92 x 56 Porto Rico
Brasil 63 x 45 Uruguai
Brasil 74 x 78 União Soviética
Brasil 84 x 87 Iugoslávia
Brasil 90 x 85 Polônia
Brasil 74 x 66 Argentina
Brasil 80 x 71 Estados Unidos
Dessa vez quem estava se aposentando era Wlamir Marques e Rosa Branca, praticamente todo time titular bi-campeão tinha se afastado da seleção brasileira. Mas a equipe estava em boas mãos, Ubiratan(137) e Luís Menon(158) carregaram o Brasil para Campanha do Brasil:
Brasil 82 x 77 Coréia
Brasil 94 x 93 Itália (76 x 76 no tempo normal e 86 x 86 na 1ª prorrogação)
Brasil 112 x 99 Canadá
Brasil 66 x 64 União Soviética
Brasil 69 x 59 Itália
Brasil 55 x 80 Iugoslávia
Brasil 71 x 72 Tchecoslováquia
Brasil 86 x 81 Uruguai
Brasil 69 x 65 Estados Unidos. Brasil em segundo lugar.
1974 – Porto Rico – 6º Lugar.(URSS campeã)
Sem Wlamir, Rosa Branca, Amauri e Luís Menon, o Brasil sofreu nesse mundial e amargou um 6º lugar. O destaque foi a estréia do jovem Marcel de Souza, que depois ao lado de Oscar marcaria época no basquete brasileiro. A comissão técnica também foi trocada, saiu o vitorioso Kanela e entrou Edson Bispo dos Santos.
Delegação do Brasil:
Seleção Brasileira: Adilson Nascimento, "Mosquito", Hélio Rubens, José Geraldo, Lázaro Garcia, "Peixotinho", Marcel, "Marquinhos", "Carioquinha", "Robertão", Ubiratan e Washington "Dodi". Técnico: Edson Bispo dos Santos.
Campanha do Brasil:
Brasil 100 x 78 México
Brasil 60 x 79 União Soviética
Brasil 94 x 54 República Central Africana
Brasil 60 x 84 Iugoslávia
Brasil 73 x 68 Porto Rico
Brasil 75 x 74 Canadá
Brasil 83 x 103 Estados Unidos
Brasil 91 x 93 Espanha (81 x 81 no tempo normal)
Brasil 80 x 85 Cuba
1978 – Filipinas – 3º lugar (Iugoslávia campeã)
Em 1978 o Brasil novamente volta ao pódio, em grande parte devido à estréia de um jovem fenômeno da bola laranja: Oscar Schmidt. Já no seu primeiro mundial o jovem Oscar marcou 194 pontos em 10 jogos, média de 19,4 pontos por jogo.
Seleção Brasileira: Adilson Nascimento (25pts), Eduardo Agra (11), Fausto Giannechini (67), Gilson de Jesus (101), Hélio Rubens (44), Marcel de Souza (183), Marcelo Vido (4), "Marquinhos" (157), "Carioquinha" (124), Oscar Schmidt (194), “Robertão" (31) e Ubiratan (47). Técnico: Ary Ventura Vidal.
Campanha do Brasil:
Brasil 154 x 97 China
Brasil 88 x 84 Itália
Brasil 100 x 88 Porto Rico
Brasil 69 x 62 Canadá
Brasil 108 x 78 Austrália
Brasil 119 x 72 Filipinas
Brasil 92 x 90 Estados unidos
Brasil 87 x 91 Iugoslávia
Brasil 85 x 94 União Soviética
Brasil 86 x 85 Itália
1982 – Colômbia – 8º lugar (URSS campeã)
Com derrotas para seleções fracas como a Austrália e Panamá, o Brasil teve o pior desempenho em mundiais até então. Novamente Oscar Schmidt foi o destaque brasileiro, com 126 pontos em 7 jogos. Uma curiosidade é que a seleção brasileira teve dois técnicos, José Edvar Simões e José Medalha.
Seleção Brasileira: Adilson de Freitas (64pts), André Stoffel (5), Gilson de Jesus (49), Israel (44), Marcel de Souza (56), Marcelo Vido (50), "Marquinhos" (109), Maury de Souza (10), "Carioquinha" (43), Nilo Martins (73), Oscar Schmidt (126) "Cadum" (10).
Campanha do Brasil:
Brasil 73 x 75 Austrália (67 x 67 no tempo normal)
Brasil 102 x 79 Costa do Marfim
Brasil 92 x 99 União Soviética
Brasil 93 x 79 China
Brasil 96 x 77 Uruguai
Brasil 85 x 86 Panamá
Brasil 98 x 94 Tchecoslováquia
1986 – Espanha – 4º lugar (EUA campeã)
Incrível, não tem outra palavra para definir Oscar Schmidt, nesse mundial foram 310 pontos em 11 jogos e ao lado de Marcel com 149 pontos, levou o Brasil a semi-final do torneio. Infelizmente, as seleções dos EUA, URSS e Iugoslávia estavam muito acima das outras equipes do torneio.
Seleção Brasileira: Gerson (105pts), Israel (127), "Pipoka" (14), "Guerrinha" (42), Marcel de Souza (149), Marcelo Vido (5), Maury de Souza (48), Nilo Martins (31), Oscar Schmidt (310), Paulo Villas Boas (86), Rolando (21) e Sílvio Malvesi (1). Técnicos: Ary Ventura Vidal e José Medalha.
Campanha do Brasil:
Brasil 104 x 74 Coréia
Brasil 88 x 85 Panamá (80 x 80 no tempo normal)
Brasil 85 x 93 França
Brasil 115 x 95 Grécia
Brasil 86 x 72 Espanha
Brasil 99 x 73 Cuba
Brasil 90 x 75 Israel
Brasil 101 x 110 União Soviética
Brasil 80 x 96 Estados Unidos
Brasil 91 x 117 Iugoslávia
1990 – Argentina – 5º lugar (Iugoslávia campeã)
Com 32 anos, Oscar Schmidt jogaria seu último mundial com a camisa da seleção. Novamente, foi o principal jogador da equipe brasileira, chegando ao fim da competição uma geração vitoriosa acabaria, além de Oscar, Marcel, Israel e Guerrinha também se despediam dos mundiais. Após perder para a União Soviética nas quartas de finais, o Brasil derrotou Austrália e Grécia para acabar a competição na 5ª colocação.
Seleção Brasileira: Aristides Santos (13pts), Gerson Victalino (74), Israel (87), "Pipoka" (34), "Guerrinha" (8), Marcel de Souza (97), Maury de Souza (40), Luiz Felipe (103), Oscar Schmidt (284), Ricardo "Cadum" (27), Rolando Ferreira (14) e Wilson Minuci (21). Técnico: Hélio Rubens Garcia.
Campanha do Brasil:
Brasil 125 x 109 Itália
Brasil 138 x 95 China
Brasil 68 x 69 Austrália
Brasil 86 x 105 Iugoslávia
Brasil 88 x 103 Grécia
Brasil 100 x 110 União Soviética
Brasil 100 x 93 Austrália
Brasil 97 x 94 Grécia
1994 – Canadá – 11º lugar (EUA campeão)
O primeiro campeonato mundial depois da geração de Oscar não poderia ser pior. Com derrotas para China, Espanha, Estados Unidos (Dream Team II), Alemanha e Angola, o Brasil acabou a competição em 11º lugar, o destaque positivo ficou por conta de Paulo Villas Boas que saiu do Mundial com 136 pontos.
Seleção Brasileira:André Luís "Ratto" (21pts), Antônio "Tonico" (2), Aristides Santos (80), Carlos Henrique "Olívia" (44), "Pipoka" (81), "Janjão" (16), Maury de Souza (68), Márcio de Azevedo (35), Paulo Villas Boas (136), Rogério Klafke (74), Rolando Ferreira (69) e Wilson Minuci (30). Técnico: Ênio Ângelo Vecchi.
Campanha do Brasil:
Brasil 93 x 97 China (77 x 77 no tempo normal)
Brasil 67 x 73 Espanha
Brasil 82 x 10 Estados Unidos
Brasil 82 x 76 Cuba
Brasil 76 x 96 Alemanha
Brasil 78 x 79 Angola
Brasil 85 x 90 Espanha
Brasil 93 x 71 Alemanha
1998 – Não Classificado.
2002 – Estados Unidos – 8º lugar (Iugoslávia campeã)
Uma nova geração no basquete brasileiro estava nascendo. Jogadores como os jovens Leandrinho, Anderson Varejão, Guilherme Giovannoni, Alex Garcia, Rafael ‘’Baby’’ Araújo e Thiago Splitter. Mas, o grande destaque foi o “veterano” Marcelo Machado, com 146 pontos, foi o comandante do Brasil na competição.
Seleção Brasileira: Alex Ribeiro Garcia (44pts), Anderson França Varejão (83), Demétrius Conrado Ferraciú (57), Guilherme Giovannoni (86), Hélio Rubens Garcia Filho “Helinho” (18), Leandro Mateus Barbosa “Leandrinho” (9), Marcelo Magalhães Machado “Marcelinho” (146), Rafael Paulo de Lara Araújo “Baby” (17), Rogério Klafke (113), Sandro França Varejão (66), Tiago Splitter (31) e Vanderlei Mazzuchini Júnior (72). Técnico: Hélio Rubens Garcia.
Campanha do Brasil:
Brasil 102 x 73 Líbano
Brasil 88 x 86 Turquia
Brasil 90 x 86 Porto Rico
Brasil 86 x 83 Angola
Brasil 90 x 69 Iugoslávia
Brasil 67 x 84 Espanha
Brasil 67 x 78 Argentina
Brasil 89 x 105 Espanha
Brasil 84 x 91 Porto Rico
2006 – Japão – 17º lugar (Espanha campeã)
Vergonhoso, não existe outra palavra para o desempenho do Brasil nessa competição, em uma chave mediana, o Brasil não conseguiu a classificação para a fase seguinte, vencendo apenas um jogo contra o fraco Qatar. A ausência do pivô Nenê Hilário foi muito sentida, sobretudo pela falta do também homem de garrafão Rafael Araújo, o Baby. O jovem Thiago Splitter foi o destaque brasileiro na competição.
Pernas brancas, tão claras que destoavam dos companheiros do time. Esta é uma das origens possíveis do apelido Kanela, que acompanhou o garoto Togo Renan Soares durante toda sua vida. Figura mítica do basquete nacional, Kanela é, até hoje, um dos técnicos que mais conquistou títulos pela equipe.
Sob seu comando, o Brasil foi bicampeão mundial (Chile-56 e Rio de Janeiro-63), uma medalha olímpica de bronze (Roma-60). Apesar de ser lembrado por seus feitos nas quadras, não foi apenas nelas que Kanela chamou a atenção.
Antes de tornar-se técnico de basquete, comandou as categorias de base do time de futebol do Botafogo. Formado em educação física teve sob seus cuidados craques como Leônidas da Silva e Domingos da Guia e foi três vezes campeão carioca da categoria.
Foi em 1948, que Kanela deixou definitivamente o futebol para se tornar exclusivamente técnico de basquete no Flamengo. Em 1954, assumiu a seleção brasileira e começou a gravar seu nome na história.
Duas coisas marcaram especialmente a passagem de Kanela pelo esporte brasileiro e é até difícil dizer qual a mais impressionante. A primeira era a maneira como extraía o melhor de seus comandados e garantia títulos onde quer que fosse. A segunda, mais polêmica, seu temperamento intempestivo.
É tão fácil lembrar de Kanela por seus títulos, quanto pelas cenas antológicas que protagonizou nas quadras. Uma delas inspirou Nelson Rodrigues a escrever a crônica "O tapa cívico", narrando a bofetada desferida em um árbitro de quem duvidava da imparcialidade durante o Mundial do Uruguai-67.
"Kanela era um grande comandante", resume Antonio Salvador Sucar, que trabalhou com o técnico na seleção. "Era esperto e sagaz". Para outro de seus comandados, o jogador Paulista, Kanela estava a frente do seu tempo. "Ele nunca foi jogador, mas sabia ensinar e liderar", ressalta. O feito não é inesperado para quem sabe que Kanela levou o Botafogo ao título de 44 no pólo-aquático, mesmo sem saber nadar.
Para Paulista, era a perspicácia do treinador que possibilitava ao Brasil caminhar no mesmo ritmo dos outros países e até superá-los. "Na minha época era super-8. Você não assistia aos jogos dos outros times. O Kanela antecipava o que estava acontecendo, ele antevia e nos ensinava".
Com ele, muitos craques aprimoraram seu talento. Amaury Pasos e Wlamir Marques, duas referências na modalidade no país e apontados como exemplo de atletas completos, chegaram à seleção pelas mãos de Kanela. A dica foi passada pelo também técnico Mário Amâncio, mas o comandante da seleção não teve medo de lançar a dupla com apenas 17 anos no Mundial de 1954. A coragem de apostar em jovens sempre foi uma marca em seu trabalho, que garantiu vaga na seleção para atletas como Ubiratan, Sucar e outros.
Ao todo Kanela comandou o Brasil em cinco mundiais, cinco sul-americanos e duas olimpíadas. Em somente uma destas ocasiões o país ficou fora do pódio – nos Jogos Olímpicos da Alemanha-72, quando o Brasil terminou em sétimo lugar.
Além dos dois títulos mundiais (59 e 63), a seleção conquistou dois vice-campeonatos (54 e 70) e a terceira colocação em 67. No Sul-americano, domínio de Kanela, pentacampeão (58, 60, 61, 64 e 71). Em Olimpíadas, o técnico garantiu o bronze de Roma-60. "Acredito que nunca mais teremos no Brasil um técnico mais campeão", diz Paulista.
Amaury Antônio Pasos (São Paulo, SP, 11 de dezembro de 1935), é um dos melhores jogadores de basquete brasileiro dos anos 50 e 60. Sagrou-se vice-campeão mundial em 1954, bicampeão do mundo em 1959 em Santiago (foi eleito o jogador mais completo do torneio) e 1963 no Rio de Janeiro (final disputada no Maracanãzinho em 25 de maio, Brasil e Estados Unidos com placar de 85 a 81). Ganhou a medalha de bronze nas olimpíadas de 1948, 1960 e 1964, foi oito vezes o campeão do sul-americano e conquistou vários títulos regionais. Foi também campeão sul-americano de natação antes de mudar para o basquete.
Principais conquistas
Vice-campeão do mundial (Brasil - 1954)
medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos da cidade do México (México – 1955)
6º lugar nos Jogos Olímpicos de Melbourne (Austrália - 1956)
Campeão do Sul-Americano (Chile – 1958)
campeão do mundial em Santiago (Chile – 1959)
campeão do Sul-Americano (Argentina – 1960)
medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Roma (Itália – 1960)
Campeão do Sul-Americano (Brasil – 1961)
Campeão do mundial no Rio de Janeiro (Brasil - 1963)
campeão do Sul-Americano (Peru - 1963)
Medalha de prata nos Jogos Pan-americanos de São Paulo (Brasil – 1963)
medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio (Japão – 1964)
3º lugar do mundial (Uruguai - 1967)
7º lugar nos Jogos Pan-americanos de Winnipeg (Canadá - 1967)
campeão do mundial de Master (Costa Rica – 1995)
Mensagem aos iniciantes no basquete: Tenham muita paciência, perseverança e dedicação.
Jatyr Eduardo Schall
Principais Resultados Pela seleção:
- Jogos Olímpicos
. Medalha de bronze em Roma (Itália - 1960) - 12pts/4 jogos
. Medalha de bronze em Tóquio (Japão - 1964) - 35pts/8 jogos
- Campeonato Mundial
. Campeão (Chile – 1959) - 34pts/8 jogos
. Campeão (Brasil - 1963) - 7pts/5 jogos
. 3º lugar (Uruguai - 1967) - 79pts/8 jogos
- Jogos Pan-Americanos
. Medalha de bronze em Chicago (EUA - 1959) - 25pts/6 jogos
. 7º lugar em Winnipeg (Canadá - 1967) - 56pts/6 jogos
- Campeonato Sul-Americano
. Campeão (Chile – 1958) - 28pts/7 jogos
. Campeão (Argentina – 1960) - 42pts/6 jogos
. Campeão (Brasil - 1961) - 48pts/7 jogos
Mensagem aos iniciantes no basquete: “Treinem com muita dedicação.”
Outras informações: Jatyr marcou 364 pontos em 65 jogos pela seleção brasileira em competições oficiais.
Carmo de Souza (Rosa Branca)
Principais Resultados Pela Seleção:
- Jogos Olímpicos
. Medalha de bronze em Roma (Itália - 1960) - 38pts/8 jogos
. Medalha de bronze em Tóquio (Japão - 1964) - 51pts/8 jogos
. 4º lugar na Cidade do México (México - 1968) - 57pts/9 jogos
- Campeonato Mundial
. Campeão (Chile – 1959) - 10pts/5 jogos
. Campeão (Brasil 1963) - 65pts/6 jogos
. Vice-campeão (Iugoslávia – 1970) - 13pts/8 jogos
- Jogos Pan-Americanos
. Medalha de bronze em Chicago (EUA - 1959) - 45pts/6 jogos
. Medalha de prata em São Paulo (Brasil - 1963) - 52pts/6 jogos
- Campeonato Sul-Americano
. Campeão (Chile – 1958) - 7pts/2 jogos
. Campeão (Argentina – 1960) - 56pts/6 jogos
. Campeão (Brasil – 1961) - 72pts/7 jogos
. Campeão (Paraguai - 1968) - 73pts/7 jogos
Momento inesquecível: A final do Mundial de 1963 no Maracanãzinho.
Mensagem aos iniciantes no basquete: "Encararem o basquete com carinho e dedicação. Os jogadores têm que honrar mais a camisa da seleção brasileira para um resultado positivo aparecer".
Outras informações: Rosa Branca marcou 539 pontos em 78 jogos pela seleção brasileira em competições oficiais.
Waldemar Blatskauskas
Principais Resultados Pela seleção:
- Jogos Olímpicos
. Medalha de bronze em Roma (Itália - 1960) - 61pts/7 jogos
- Campeonato Mundial
. Campeão (Chile – 1959) - 90pts/9 jogos
. Campeão (Brasil - 1963) - 13pts/4 jogos
- Jogos Pan-Americanos
. Medalha de bronze em Chicago (EUA - 1959) - 54pts/6 jogos
. Medalha de prata em São Paulo (Brasil - 1963) - 30pts/5 jogos
- Campeonato Sul-Americano
. Campeão (Chile – 1958) - 101pts/7 jogos
. Campeão (Brasil - 1961) - 20pts/5 jogos
_____________________________
Pelos clubes:
- Campeonato Brasileiro
. Vice-campeão (1954)
- Jogos Universitários Brasileiros
. Campeão (1958)
Outras informações: Waldemar marcou 369 pontos em 43 jogos pela seleção brasileira em competições oficiais.
Wlamir Marques
Principais Resultados Pela seleção:
- Jogos Olímpicos
. 6º lugar em Melbourne (Austrália - 1956)
. Medalha de bronze em Roma (Itália - 1960)
. Medalha de bronze em Tóquio (Japão - 1964)
. 4º lugar em Cidade do México (México - 1968)
- Jogos Pan-Americanos
. Medalha de bronze na Cidade do México (México - 1955)
. Medalha de bronze em Chicago (Estados Unidos - 1959)
. Medalha de prata em São Paulo (Brasil - 1963)
. 7º lugar em Winnipeg (Canadá - 1967)
- Campeonato Paulista
. Campeão (XV de Piracicaba – 1957 e 1960 e Corinthians – 1964 a 1971)
- Jogos Abertos do Interior
. Campeão (Seleção de Piracicaba – 1955 e 1957 a 1961)
Mensagem aos iniciantes no basquete: "Pensem sobre o que estão fazendo e sobre o que são capazes de fazer. O corpo é composto de cabeça, tronco e membros. No basquete, não é diferente. O jogador tem que usar bem o tronco e os membros, mas também tem que saber usar a cabeça".
Outras informações: . Troféu Heims de Melhor Atleta da América do Sul (1961)
. Cruz do Mérito Esportivo (1953)
. Medalha do Mérito Esportivo
. Cidadão Emérito de São Vicente (SP)
. Wlamir fugiu da concentração para ver o nascimento do seu filho. Pelo ocorrido, fora afastado da seleção, mas rapidamente, Kanela o chamou para retornar a seleção.
Wlamir fala sobre a seleção e os companheiros: “O Kanela era uma pessoa muito difícil de se conviver, muito autoritário e muito compenetrado naquilo que fazia. Foi o sargentão da tropa, exigente ao extremo. Não era um grande técnico, mas um grande comandante. Com certeza foi a pessoa que a minha geração precisava, assim como ele precisava muito de nós. Foi uma simbiose que deu certo dentro das quadras, nem sempre muito bem fora das quadras”.
“A minha geração era composta de grandes companheiros até pela longa convivência nos treinamentos. Nunca tivemos atritos de qualquer natureza e a nossa preocupação eram apenas treinar e jogar, nada mais do que isso. Treinávamos por longos períodos e isso trazia uma grande amizade mantida até os dias de hoje...”
”O interessante na nossa geração é que não existiam as posições hoje muito bem definidas e todos exerciam mais ou menos a mesma função. Cada um com a sua própria característica e foi isso o grande sucesso dessa geração. Nada se repetia, cada um tinha o poder de criar, mas sempre na busca do coletivo. Por excesso de treinamentos sempre as funções eram muito bem definidas, cada qual sabia das suas necessidades na equipe.”
Fernando Pereira de Freitas, conhecido como Fernando Brobró, foi um jogador de basquete que defendeu a Seleção Brasileirae o Flamengo. Fernando esteve presente no Tricampeonato sul-americano conquistado pela Seleção Brasileira em 1958, 1960 e 1961, além de ter sido campeão mundial com a mesma em 1959, no Chile. No Flamengo, Fernando foi um dos jogadores de basquete do clube, que conquistou uma medalha olímpica no basquete enquanto vestiam o manto sagrado.
Dados
Nome: Fernando Pereira de Freitas Apelido: Fernando Brobró Posição: Armador Data de Nascimento:18 de julho de 1934 Cidade:Niterói (RJ) Altura: 1,80m Defendeu oIcaraí Praia Clube, Gragoatá, Vasco da Gama e o Flamengo. Sendo que pelo último time, teve seu título mais importante por algum time, o DECACAMPEONATO, em 1960.
Principais conquistas
Pela seleção brasileira
Campeão Sul-Americano na Chile em 1958
Campeão Mundial no Chile em 1959
Medalha de Bronze nos Jogos Pan-Americanos de Chicago em 1959
Medalha de Bronze nas Olimpíadas de Roma em 1960
Campeão Sul-Americano na Argentina em 1960
Campeão Sul-Americano na Brasil em 1961
Momento inesquecível: O primeiro título de campeão mundial do Brasil em 1959 no Chile.
Mensagem aos iniciantes no basquete: “O segredo é treinar muito. O bom jogador vive quase exclusivamente treinando.”
Outras informações: Fernando Brobró marcou 78 pontos em 24 jogos pela seleção brasileira em competições oficiais.
José Maciel Senra (Zezinho) Pela seleção, Zezinho ganhou:
- Campeonato Mundial
. Campeão (Chile - 1959) - 7pts/2 jogos
- Campeonato Sul-Americano
. 3º lugar (Colômbia - 1955) - 7pts/6 jogos
. Campeão (Chile - 1958) - 31pts/7 jogo Outras informações: Zezinho marcou 45 pontos em 15 jogos pela seleção brasileira em competições oficiais.
Zenny de Azevedo (Algodão)
Zenny de Azevedo, o Algodão, foi um dos cinco maiores jogadores do basquetebol brasileiro em todos os tempos. Ele teve um currículo invejável. Além do titulo de campeão mundial em 1959, conquistou duas medalhas olímpicas de bronze, em Londres (1948) e Roma (1960), sendo assim o único jogador de basquete do Flamengo com duas medalhas olímpicas.
Considerado um símbolo de amor e dedicação ao basquete, Algodão nunca recebeu salários no Flamengo ou na seleção brasileira. Sempre manteve um estilo de vida simples e tranquila, sem nunca deixar Campo Grande, zona Oeste do Rio de Janeiro, onde nasceu e cresceu. Em reconhecimento, o ginásio do Complexo Esportivo Miécimo da Silva, construído no bairro, foi batizado de Ginásio Algodão.
Carreira
Em doze anos de reinado na seleção brasileira (1948-1960), Algodão participou de quatro olimpíadas (1948, 1952, 1956 e 1960). Três campeonatos mundiais (1950. 1954. 1959) e três medalhas de bronze nos Jogos pan-americano (1951. 1955. 1959). Nas Olimpíadas de Londres 1948, medalha de bronze, marcou 67 pontos em 8 jogos. Nas Olimpíadas de Helsinque 1952, 6º lugar, marcou 60 pontos em 8 jogos. Nas Olimpíadas de Melbourne 1956, 6º lugar, marcou 75 pontos em 7 jogos. Nas Olimpíadas de Roma 1960, medalha de bronze,marcou 22 pontos em 4 jogos.
Maior ídolo do basquetebol do Flamengo, Algodão comandou a equipe rubro negra na histórica campanha do decacampeonato estadual (1951-1960). Esteve presente também na conquista do Tri Brasileiro em 1949, 1951 e 1953. Em 195 jogos disputados ganhou 189.
Outras informações: Algodão marcou 648 pontos em 88 jogos pela seleção brasileira em competições oficiais
Como veterano foi campeão do Torneio Individual de lance-livre e três pontos no 10º World Senior Games (Estados Unidos - 1996)
Waldyr Geraldo Boccardo
Principais Resultados
Pela seleção:
- Jogos Olímpicos
. Medalha de bronze em Roma (Itália - 1960) - 2pts/2 jogos
- Campeonato Mundial
. Campeão (Chile - 1959) - 8pts/3 jogos
. Medalha de bronze (Filipinas – 1978) – Assistente Técnico
- Jogos Pan-Americanos
. Medalha de bronze em Chicago (EUA - 1959) - 27pts/5 jogos
- Campeonato Sul-Americano
. Campeão (Argentina - 1960) - 11pts/3 jogos
Pelos clubes:
- Campeonato Carioca
. Campeão (Flamengo – 1959 / 1960 / 1962 / 1964)
Mensagem aos iniciantes no basquete: “Trabalhar, trabalhar e trabalhar. Um bom jogador tem que treinar muito a parte física e se dedicar, encarando o basquete como uma profissão.”
Outras informações: Boccardo marcou 48 pontos em 13 jogos pela seleção brasileira em competições oficiais.
Otto Carlos Phol da Nóbrega
Principais Resultados Pela seleção:
- Campeonato Mundial
. Campeão (Chile - 1959) - 11pts/6 jogos
- Campeonato Sul-Americano
. 3º lugar (Colômbia - 1955) - 19pts/7 jogos
Pelos clubes:
- Campeonato Carioca
. Campeão (Flamengo - 1958)
Outras informações: Otto marcou 30 pontos em 13 jogos pela seleção brasileira em competições oficiais.
Edson Bispo dos Santos
Principais Resultados Pela seleção:
- Jogos Olímpicos
. 6º lugar em Melbourne (Austrália - 1956) - 76pts/7 jogos
. Medalha de bronze em Roma (Itália - 1960) - 83pts/8 jogos
. Medalha de bronze em Tóquio (Japão - 1964) - 74pts/6 jogos
- Campeonato Mundial
. Campeão (Chile - 1959) - 90pts/8 jogos
- Jogos Pan-Americanos
. Medalha de bronze na Cidade do México (México - 1955) - 21pts/4 jogos
. Medalha de bronze em Chicago (EUA - 1959) - 84pts/6 jogos
. Medalha de prata em São Paulo (Brasil - 1963) - 40pts/6 jogos
- Campeonato Sul-Americano
. Campeão (Chile – 1958) - 88pts/6 jogos
. Campeão (Argentina - 1960) - 94pts/6 jogos Título mais importante O título de campeão no Mundial do Chile em 1959.
Como técnico: Principais Resultados Pela seleção:
- Campeonato Mundial
. 6º lugar (Porto Rico - 1974)
- Torneio Pré-Olímpico das Américas
. 4º lugar (Canadá - 1976)
- Jogos Pan-Americanos
. 7º lugar em Winnipeg (Canadá - 1967)
. Medalha de ouro em Cali (Colômbia - 1971)
. Medalha de bronze na Cidade do México (México - 1975)
Mensagem aos iniciantes no basquete: “O basquete é um esporte difícil de aprender. Quem está começando precisa mesmo ter vontade de jogar, precisa obedecer o treinador e respeitar a hierarquia. Tem que haver bastante treinamento e dedicação porque o basquete de hoje exige muita técnica.”
Outras informações: Edson marcou 589 pontos em 60 jogos pela seleção brasileira em competições oficias.
Pela seleção masculina, Edson dirigiu 53 jogos (40 vitórias e 13 derrotas) em 7 competições oficiais.
Em 1891, o longo e rigoroso inverno de Massachussets tornava impossível a prática de esportes ao ar livre. As poucas opções de atividades físicas em locais fechados se restringiam a entediantes aulas de ginástica, que pouco estimulavam aos alunos. Foi então que Luther Halsey Gullick, diretor do Springfield College, colégio internacional da Associação Cristã de Moços (ACM), convocou o professor canadense James Naismith, de 30 anos, e confiou-lhe uma missão: pensar em algum tipo de jogo sem violência que estimulasse seus alunos durante o inverno, mas que pudesse também ser praticado no verão em áreas abertas.
Depois de algumas reuniões com outros professores de educação física da região, James Naismith chegou a pensar em desistir da missão. Mas seu espírito empreendedor o impedia. Refletindo bastante, chegou à conclusão de que o jogo deveria ter um alvo fixo, com algum grau de dificuldade. Sem dúvida, deveria ser jogado com uma bola, maior que a de futebol, que quicasse com regularidade. Mas o jogo não poderia ser tão agressivo quanto o futebol americano, para evitar conflitos entre os alunos, e deveria ter um sentido coletivo. Havia um outro problema: se a bola fosse jogada com os pés, a possibilidade de choque ainda existiria. Naismith decidiu então que o jogo deveria ser jogado com as mãos, mas a bola não poderia ficar retida por muito tempo e nem ser batida com o punho fechado, para evitar socos acidentais nas disputas de lances.
Apreocupação seguinte do professor era quanto ao alvo que deveria ser atingido pela bola. Imaginou primeiramente colocá-lo no chão, mas já havia outros esportes assim, como o hóquei e o futebol. A solução surgiu como um relâmpago: o alvo deveria ficar a 3,5m de altura, onde imaginava que nenhum jogador da defesa seria capaz de parar a bola que fosse arremessada para o alvo. Tamanha altura também dava um certo grau de dificuldade ao jogo, como Naismith desejava desde o início. Mas qual seria o melhor local para fixar o alvo? Como ele seria? Encontrando o zelador do colégio, Naismith perguntou se ele não dispunha de duas caixas com abertura de cerca de 8 polegadas quadradas (45,72 cm). O zelador foi ao depósito e voltou trazendo dois velhos cestos de pêssego. Com um martelo e alguns pregos, Naismith prendeu os cestos na parte superior de duas pilastras, que ele pensava ter mais de 3,0m, uma em cada lado do ginásio. Mediu a altura. Exatos 3,05m, altura esta que permanece até hoje. Nascia a cesta de basquete.
James Naismith escreveu rapidamente as primeiras regras do esporte, contendo 13 itens. Elas estavam tão claras em sua cabeça que foram colocadas no papel em menos de uma hora. O criativo professor levou as regras para a aula, afixando-as num dos quadros de aviso do ginásio. Comunicou a seus alunos que tinha um novo jogo e se pôs a explicar as instruções e organizar as equipes.
Havia 18 alunos na aula. Naismith selecionou dois capitães (Eugene Libby e Duncan Patton) e pediu-lhes que escolhesse os lados da quadra e seus companheiros de equipe. Escolheu dois dos jogadores mais altos e jogou a bola para o alto. Era o início do primeiro jogo de basquete. Curioso, no entanto, é que nem Naismith nem seus alunos tomaram o cuidado de registrar esta data, de modo que não se pode afirmar com precisão em que dia o primeiro jogo de basquete foi realizado. Sabe-se apenas que foi em dezembro de 1891, pouco antes do Natal.
Como esperado, o primeiro jogo foi marcado por muitas faltas, que eram punidas colocando-se seu autor na linha lateral da quadra até que a próxima cesta fosse feita. Outra limitação dizia respeito à própria cesta: a cada vez que um arremesso era convertido, um jogador tinha que subir até a cesta para apanhar a bola. A solução encontrada, alguns meses depois, foi cortar a base do cesto, o que permitiria a rápida continuação do jogo.
Após a aprovação da diretoria do Springfield College, a primeira partida oficial do esporte recém-criado foi realizada no ginásio Armory Hill, no dia 11 de março de 1892, em que os alunos venceram os professores pelo placar de 5 a 1, na presença de cerca de 200 pessoas.
Aprimeira bola de basquete foi feita pela A. C. Spalding & Brothers, de Chicopee Falls (Massachussets) ainda em 1891, e seu diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola de futebol.
As primeiras cestas sem fundo foram desenhadas por Lew Allen, de Connecticut, em 1892, e consistiam em cilindros de madeira com borda de metal. No ano seguinte, a Narraganset Machine & Co. teve a idéia de fazer um anel metálico com uma rede nele pendurada, que tinha o fundo amarrado com uma corda mas poderia ser aberta simplesmente puxando esta última. Logo depois, tal corda foi abolida e a bola passou a cair livremente após a conversão dos arremessos. Em 1895, as tabelas foram oficialmente introduzidas.
Naismith não poderia imaginar a extensão do sucesso alcançado pelo esporte que inventara. Seu momento de glória veio quando o basquete foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, e ele lançou ao alto a bola que iniciou o primeiro jogo de basquete nas Olimpíadas.
Atualmente, o esporte é praticado por mais de 300 milhões de pessoas no mundo inteiro, nos mais de 170 países filiados à FIBA.
O basquete no Brasil
O Brasil foi um dos primeiros países a conhecer a novidade. Augusto Shaw, um norte-americano nascido na cidade de Clayville, região de Nova York, completou seus estudos na Universidade de Yale, onde em 1892 graduou-se como bacharel em artes e onde Shaw tomou contato pela primeira vez com o basquete.
Dois anos depois, recebeu um convite para lecionar no tradicional Mackenzie College, em São Paulo. Na bagagem, trouxe mais do que livros sobre história da arte. Havia também uma bola de basquete. Mas demorou um pouco até que o professor pudesse concretizar o desejo de ver o esporte criado por James Naismith adotado no Brasil. A nova modalidade foi apresentada e aprovada imediatamente pelas mulheres. Isso atrapalhou a difusão do basquete entre os rapazes, movidos pelo forte machismo da época. Para piorar, havia a forte concorrência do futebol, trazido em 1894 por Charles Miller, e que se tornou a grande coqueluche da época entre os homens.
Aos poucos o persistente Augusto Shaw foi convencendo seus alunos de que o basquete não era um jogo de mulheres. Quebrada a resistência, ele conseguiu montar a primeira equipe do Mackenzie College, ainda em 1896. Uma foto enviada ao Instituto Mackenzie nos Estados Unidos, mostra o que seria a primeira equipe organizada no Brasil, justamente por Shaw. Estão identificados Horácio Nogueira e Edgar de Barros (em cima), Pedro Saturnino, Augusto Marques Guerra, Theodoro Joyce, José Almeida e Mário Eppinghauss (em baixo).
Shaw viveu no Brasil até 1914 e teve a chance de acompanhar a difusão do basquete no país. Faleceu em 1939, nos Estados Unidos.
Aaceitação nacional do novo esporte veio através do Professor Oscar Thompson, na Escola Nacional de São Paulo e Henry J. Sims, então diretor de Educação Física da Associação Cristã de Moços (ACM), do Rio de Janeiro.
Em 1912, no ginásio da rua da Quitanda nº 47, no centro do Rio de Janeiro, aconteceram os primeiros torneios de basquete. Em 1913, quando da visita da seleção chilena de futebol a convite do América Futebol Clube, seus integrantes, membros da ACM de Santiago, passaram a freqüentar o ginásio da rua da Quitanda. Henry Sims, convenceu os dirigentes do América a introduzir o basquete no clube da rua Campos Salles, no bairro da Tijuca. Para animá-los, arranjou um jogo contra os chilenos oferecendo uma equipe da ACM, com o uniforme do América que triunfou pelo curioso score de 5 a 4. O plano vingou e o América foi o primeiro clube carioca a adotar o basquete.
As primeiras regras em português foram traduzidas em 1915. Nesse ano a ACM realizou o primeiro torneio da América do Sul, com a participação de seis equipes. O sucesso foi tão grande que a Liga Metropolitana de Sports Athléticos, responsável pelos esportes terrestres no Rio de Janeiro, resolveu adotar o basquete em 1916. O primeiro campeonato oficializado pela Liga foi em1919, com a vitória do Flamengo.
Em 1922 foi convocada pela primeira vez a seleção brasileira, quando da comemoração do Centenário do Brasil nos Jogos Latino-Americanos, um torneio continental, em dois turnos, entre as seleções do Brasil, Argentina e Uruguai. O Brasil sagrou-se campeão, sob a direção de Fred Brown. Em 1930, com a participação do Brasil, foi realizado em Montevidéu, o primeiro Campeonato Sul-Americano de Basquete.
Em 1933 houve uma cisão no esporte nacional, quando os clubes que adotaram o profissionalismo do futebol criaram entidades especializadas dos vários desportos. Nasceu assim a Federação Brasileira de Basketball, fundada a 25 de dezembro de 1933, no Rio de Janeiro. Em assembléia aprovada dia 26 de dezembro de 1941, passou ao nome atual, Confederação Brasileira de Basketball.
As primeiras regras
1 - A bola pode ser arremessada em qualquer direção com uma ou com ambas as mãos;
2 - A bola pode ser tapeada para qualquer direção com uma ou com ambas as mãos (nunca usando os punhos);
3 - Um jogador não pode correr com a bola. O jogador deve arremessá-la do ponto onde pegá-la. Exceção será feita ao jogador que receba a bola quando estiver correndo a uma boa velocidade;
4 - A bola deve ser segura nas mãos ou entre as mãos. Os braços ou corpo não podem ser usados para tal propósito;
5 - Não será permitido sob hipótese alguma puxar, empurrar, segurar ou derrubar um adversário. A primeira infração desta regra contará como uma falta, a segunda desqualificará o jogador até que nova cesta seja convertida e, se houver intenção evidente de machucar o jogador pelo resto do jogo, não será permitida a substituição do infrator.
6 - Uma falta consiste em bater na bola com o punho ou numa violação das regras 3, 4 e 5.
7 - Se um dos lados fizer três faltas consecutivas, será marcado um ponto a mais para o adversário (Consecutivo significa sem que o adversário faça falta neste intervalo entre faltas).
8 - Um ponto é marcado quando a bola é arremessada ou tapeada para dentro da cesta e lá permanece, não sendo permitido que nenhum defensor toque na cesta. Se a bola estiver na borda e um adversário move a cesta, o ponto será marcado para o lado que arremessou.
9 - Quando a bola sai da quadra, deve ser jogada de volta à quadra pelo jogador que primeiro a tocou. Em caso de disputa, o fiscal deve jogá-la diretamente de volta à quadra. O arremesso da bola de volta à quadra é permitido do tempo máximo de 5 segundos. Se demorar mais do que isto, a bola passará para o adversário. Se algum dos lados insistir em retardar o jogo, o fiscal poderá marcar uma falta contra ele.
10 - O fiscal deve ser o juiz dos jogadores e deverá observar as faltas e avisar ao árbitro quando três faltas consecutivas forem marcadas. Ele deve ter o poder de desqualificar jogadores, de acordo com a regra 5.
11 - O árbitro deve ser o juiz da bola e deve decidir quando a bola está em jogo, a que lado pertence sua posse e deve controlar o tempo. Deve decidir quando um ponto foi marcado e controlar os pontos já marcados, além dos poderes normalmente utilizados por um árbitro.
12 - O tempo de jogo deve ser de dois meio-tempos de 15 minutos cada, com 5 minutos de descanso entre eles.
13 - A equipe que marcar mais pontos dentro deste tempo será declarada vencedora. Em caso de empate, o jogo pode, mediante acordo entre os capitães, ser continuado até que outro ponto seja marcado.
.: Acabo de ler no Bala Na Cesta que o SporTV, canal da TV paga está em negociação com NBA. O canal está disposto a comprar algumas temporadas, mas o que se parece uma beleza para os amantes do basquete, pode ser o desastre e acabar sem negociação. A NBA quer envolver no contrato o canal aberto, REDE GLOBO, a qual não se interessa nem pelo basquete brasileiro.
Vamos ficar de olho nisso ai e vê no que vai dar... certo?
.: Hoje, sexta-feira, 11 de setembro, é o dia em que Michael Jordan entra para o Hall da Fama. E o Rebote, do grande Rodrigo Alves, vai estar fazendo uma homenagem justa ao grande astro do basquete. Companhem.
Provavelmente você já deve ter ouvido de alguma pessoa mais velha, declarações de amor aos anos 50, dizendo que essa foi a melhor época da história. Vão por mim, eles estão certos. A década de 50 pode ser considerada uma das maiores épocas da história devido as grandes manifestações artísticas, políticas e esportivas.Após a devastadora 2ª Guerra Mundial, o mundo começava a se reerguer com o princípio de paz e amor que explodiu na década de 70.
Política
O Brasil era governado pela ditadura de Getúlio Vargas, que vinha perdendo crédito com a população brasileira.O Brasil acabava de descobrir o petróleo e com ele era formada uma das maiores empresas do Brasil, a Petrobrás. Com o slogan criado por Vargas: “O Petróleo é nosso”, o Brasil se propôs a diminuir a importação e aumentar o uso próprio do nobre produto.A partir da criação daquela estatal, o Brasil começou a se preocupar com sua energia.Getúlio ainda teve planos de criar a Eletrobrás, criada efetivamente apenas em 1961.
Sem dúvida nenhuma, a década de 50 representou um novo passo para a democracia no Brasil (mesmo com a volta da ditadura nos anos 70). Getúlio Vargas já não era adorado pelo povo como em seu primeiro mandato, a pressão de um governo com mais liberdade aumentava a cada dia. Um dos fatores para que sua popularidade caísse (especificamente entre os militares) foi o aumento em 100% no salário mínimo. Com essa revolta, Vargas perdeu o apoio dos militares e teve que demitir o Ministro do Trabalho, João Goulart.
Após ter mandado tropas brasileiras para lutar contra nazistas e fascistas na Europa, o povo (e principalmente os que voltaram da guerra) queria um governo democrático, coisa que Getúlio Vargas não proporcionava na época, mesmo que indiretamente. Porém, em 5 de agosto de 1954, um fato novo precipitou os acontecimentos. Carlos Lacerda foi vítima de um atentado.Lacerda foi ferido no pé, mas o seu acompanhante, o major da Aeronáutica Rubens Vaz, acabou morrendo.Oficiais da Aeronáutica investigaram o ocorrido e descobriram que Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Vargas, era o mandante do crime.
No dia 22 de agosto do mesmo ano, oficiais da Aeronáutica lançaram um manifesto exigindo a renúncia de Vargas. No dia seguinte, os generais fizeram essa mesma exigência. Sentindo-se encurralado, sem ter como enfrentar a oposição, Getúlio Vargas escreveu uma carta ao povo e, em seguida, se matou com um tiro no coração.
O governo JK
Coincidentemente, Juscelino Kubitschek e João Goulart (respectivamente, presidente e vice) eram de partidos ligados ao ex-presidente Getúlio Vargas, (PSD e PTB) o que fez com houvesse uma forte influência nas eleições para presidente.Apesar da vitória de JK e João Goulart, os políticos da oposição, mais precisamente do partido da União Democrática Nacional (UDN), protestaram e alegaram que os vencedores não tinham o total suficiente de votos (50% mais um) além de terem o apoio de comunistas.Porém, todos os esforços da oposição foram em vão, e JK acabou assumindo a presidência.
JK também ficou conhecido como o presidente que “criou” a atual capital brasileira, Brasília. Em seu mandato como presidente Kubitschek apoiou mais ainda o crescimento do Brasil, consolidando o Plano Nacional de Desenvolvimento.
Política no Mundo
Os anos 50 foram marcados pelas fortes manifestações políticas, não só no Brasil como no Mundo. A primeira guerra nesta década foi a chamada Guerra da Coréia que se iniciou em 25 de junho de 1950 e terminou em 27 de julho de 1953. A segunda guerra desta década e também a mais conhecida foi a Guerra do Vietnã, que apesar de ter se iniciado apenas em 1959 é um dos acontecimentos mais importantes pós-segunda guerra mundial.
Outros acontecimentos políticos foram: A posse da presidência da ilha de Cuba pelo general Fulgêncio Batista. Este presidente foi o último a assumir o comando de Cuba antes da ditadura imposta por Fidel Castro em 1959. Atualmente a ilha é governada pelo irmão do ex-ditador, Raul Castro.
Um dos tratados mais importantes da década de 50 foi o chamado Pacto de Varsóvia ocorrido em 1955.Este acordo foi assinado pelos países do bloco socialista do leste europeu, comandados pela extinta União Soviética. Este tratado previa uma estratégia de defesa militar entre estes países.
Cultura nos anos 50
Comunicações
Apesar dos anos 50 ainda terem sido uma das épocas de ouro da rádio brasileira, ocorreu a estréia da primeira televisão genuinamente brasileira. A TV Tupi foi inaugurada em setembro de 1950, com a honra de ser a primeira televisão da América Latina.
No dia 20 de outubro de 1951, uma das maiores manifestações de arte começou a ser feita. É inaugurada a primeira Bienal Internacional de Arte de São Paulo.
Na música tivemos o estouro da bossa nova comandada por Tom Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto. Estes artistas fizeram com que o Brasil ficasse conhecido em todo o mundo pelo empolgante ritmo.
Ao redor do Mundo tivemos artistas como Élvis Presley que começando sua carreira em 1956 foi um dos maiores músicos da história. Sua carreira terminou de forma trágica nos anos 70, mas isso não ofuscou o brilho de uma das maiores estrelas do rock e da música.
Ainda no rock tivemos o início de uma das maiores bandas da história. Quatro garotos de Liverpool fizeram o rock virar uma verdadeira febre. Os Beatles são considerados ao lado do próprio Élvis Presley os pais do rock. Suas letras, músicas e atitudes inspiraram uma geração inteira.